Genus perde 6 pontos, mas segue vivo na Copa Verde
16/03 19:00

Genus perde 6 pontos, mas segue vivo na Copa Verde

A quarta-feira foi de pura tensão para dirigentes, comissão técnica, jogadores e torcedores do Sport Club Genus que enfrentou o julgamento da Terceira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva por ter escalado um jogador irregular no primeiro jogo da Copa Verde contra o Rio Branco/AC. O time perdeu 6 pontos mas vai continuar disputando a competição.

O Genus conseguiu reverter a situação. Penalizado com a perda de seis pontos na primeira fase  e multa de R$ 500, o Aurigrená permanece na disputa pela próxima etapa do campeonato.

O jogo de volta contra o Rio Branco-AC ainda não tem data prevista, mas de acordo com o presidente do clube rondoniense, Evaldo Silva, se há uma chance de levar a vaga na segunda fase, o Genus vai lutar por ela.

“O Genus não foi eliminado, foi penalizado com a perda de seis pontos. Como já temos três, da primeira partida, se vencermos em Rio Branco, AC, por dois gols ou se levarmos o jogo para os pênaltis e vencermos, podemos conseguir essa vaga na segunda etapa. O que perdemos foi a vantagem de um empate. O nosso jurídico trabalhou muito bem, pois essa era uma causa dita perdida por muita gente, mas nós não desistimos da luta. Agora vamos comemorar e nos preparar para jogar com toda a garra na partida de volta”, destacou.

JULGAMENTO

 

Representando a Procuradoria, Victor Amado destacou que “houve a infração ao artigo 214 e não há o que discutir. Os relatórios comprovam a escalação irregular e o presidente inclusive suspendeu a partida envolvendo a equipe. No entendimento da Procuradoria o Genus deve ser punido com a exclusão da competição mata-mata”, disse o procurador.

Do lado da defesa, o advogado Amilar Alves afirmou que o caso parece ser simples, mas há dois pontos a serem observados: um daria a absolvição ao clube e a outra a punição. Amilar questionou se o clube foi informado sobre a punição e, para a defesa, a CBF também deveria ter um sistema que informasse quando fosse registrar o jogador. . Na segunda hipótese, o advogado destacou que há possiblidade de deduzir pontos do infrator e, desta forma, não deve ser aplicada a pena de exclusão no campeonato.

O entendimento, foi acompanhado pelo relator do processo, Auditor Ricardo Graiche. Para o relator, não há o que se discutir ao tipo do 214 se foi por culpa, negligência do atleta, mas a infração está caracterizada. “Como bem colocou a defesa, o regulamento específico traz o número de pontos ganhos como primeiro critério de desempate. Aplico a pena de perda de 3 pontos ganhos na vitória mais 3 pontos previstos e multa de R$ 500 ao Genus”, justificou Ricardo Graiche.

 



Autor: Assessoria


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