Ex-árbitros analisam transição de carreira
05/02 16:00

Ex-árbitros analisam transição de carreira

A experiência adquirida dentro das quatro linhas contribui diretamente no processo de transição de carreira dos ex-árbitros que assumem a função de instrutores. A nova etapa na carreira dos profissionais de arbitragem, porém, tem suas nuances e habilidades específicas precisam ser desenvolvidas. De olho nessa especialização, a Comissão de Arbitragem da CBF e a Escola Nacional de Arbitragem do Futebol (ENAF) vêm aplicando cursos voltados aos instrutores regionais.

Abrindo a programação de 2018, o Curso de Aperfeiçoamento para Instrutores de Árbitros iniciou os trabalhos com a Turma II no último dia 29, em Pinheiral (RJ). Com período de duração inédito no Brasil, o treinamento tem entre os principais objetivos qualificar e padronizar os processos de ensinamento que os instrutores regionais transmitirão aos árbitros de suas respectivas federações.

Representante do Espírito Santo, Marcos André Gomes comentou a importância do instrutor na formação dos árbitros. Após 20 anos dedicados ao apito com 163 atuações pela CBF, o capixaba falou sobre a importância dos cursos para encarar o novo desafio da carreira.

De Rondônia, o ex-árbitro Almir Belarmino ressalta a importância do novo aprendizado com uma visão mais ampla. Almir também é presidente da Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol do Estado de Rondônia e vem desempenhando um trabalho de valorização e crescimento da arbitragem rondoniense.

Árbitro atuante até 2017, o gaúcho Francisco de Paula Santos Silva Neto se mostrou empolgado com a nova missão que tem pela frente. Para seguir contribuindo com a arbitragem brasileira, o instrutor destacou como essencial o total domínio das regras do futebol.

– Estou aprendendo muito mais do que quando eu era árbitro. Analiso mais friamente. Leio mais as regras para tentar, quando estiver na frente dos árbitros como instrutor, saber tirar as dúvidas. Quando não souber, voltar com a resposta em outro momento. É uma visão bem diferente. Lá (como árbitro), parece que você está sozinho, dois auxiliares... E aqui, você se torna mais um gestor de outras pessoas – afirmou Francisco de Paula.

Além dos exercícios teóricos em sala de aula, os alunos foram ao campo principal do CT João Havelange no último final de semana e trabalharam simulações de jogadas. Os instrutores da CBF pararam os lances diversas vezes para corrigir e orientar os instrutores regionais. No sábado (3), o relatório do RADAR (Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem) com os lances do último Campeonato Brasileiro também foram apresentados.



Autor: Paulo Ricardo - fonte: CBF


Últimas