Psicóloga Carina Bruch destaca participação em Encontro na CBF
20/04 10:00

Psicóloga Carina Bruch destaca participação em Encontro na CBF

Psicólogos de Federações de futebol de Norte a Sul do país desenvolveram várias atividades apresentadas no IV Encontro Brasileiro dos Psicólogos da Arbitragem de Futebol (EBRAPAF) realizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O evento objetiva traçar diretrizes para padronizar a atuação dos profissionais da psicologia junto aos árbitros, respeitando suas individualidades. Para isso, o trabalho realizado conta com o auxílio de ferramentas e profissionais da área, todos focados no avanço e desenvolvimento do plano psicológico da arbitragem em nível nacional.  

A programação do encontro conta com palestras relacionadas principalmente ao fortalecimento do pilar mental. Diante do momento, a representante e psicóloga da CBF, Marta Magalhães, explica a importância do intercâmbio de informações entre os estados e exalta a realização do evento. Além disso, exemplifica o valor do equilíbrio emocional dos árbitros em momentos decisivos.

– Hoje temos 15 federações trabalhando. Nosso encontro tem por objetivo padronizar algumas ações. Ações para sala de aula, ações para campo de jogo e também a grade curricular para formação do árbitro. Dentre isso, estamos criando outras ferramentas tecnológicas e neurocientíficas para poder desenvolver em 2017 e 2018. O homem quando está com o bem-estar em ordem, o seu equilíbrio é maior. Com o equilíbrio maior, ele tem maior controle da partida. Assim, as decisões são mais assertivas – avalia Marta Magalhães.

Para a coordenadora nacional de instruções da Escola Nacional de Arbitragem do Futebol da CBF, Ana Paula de Oliveira, a troca de conhecimento agrega ao trabalho em geral e ressalta a relevância do evento. Sobre métodos aplicados à arbitragem, Ana Paula destaca a estratégia de mentalização.

– Trocar informação faz toda diferença e tem que ser realizado sempre, todo ano, porque sempre tem novidade. Uma técnica que eles trabalham muito é a da mentalização de situações. Isso vai para o campo de jogo, então o árbitro que tem esse acompanhamento e sabe fazer isso com eficiência, com certeza vai ser eficaz no jogo. A psicologia e o técnico, juntamente com o físico, precisam caminhar lado a lado – afirma Ana Paula.

 

PERFIL DOS ÁRBITROS + ATUAÇÃO NACIONAL

No caso de Carina Bruch, psicóloga do esporte em Rondônia, a meta é coletar referências para então alcançar atuação homogênea da arbitragem em todos os estados brasileiros:

– Estamos traçando um perfil dos árbitros do estado de Rondônia, principalmente. O encontro traz para mim, de forma bem clara, um feedback de todos os outros estados. São diretrizes padronizadas, para que a gente possa levar esse processo de volta. Estou muito feliz por estar participando e tem sido de grande valia o aprendizado – revela Carina que foi indicada pela Federação de Futebol do Estado de Rondônia (FFER).

 

NEUROCIÊNCIA + PSICOLOGIA

 

Para George Klinger, as informações fisiológicas obtidas por meio da neurociência podem contribuir às questões psicológicas quando associadas.

– A gente tenta através de aspectos biológicos fazer relação com aspectos comportamentais, e consequentemente, dar um pouco mais de objetividade a nossa ciência psicológica. A área de conhecimento da neurociência aliada à psicologia pode nos fornecer estratégias que auxiliam o árbitro no campo de jogo – explica George.

 

QUESTÕES ACADÊMICAS + PSICOLOGIA NA ARBITRAGEM

 

Defensora da psicologia aos árbitros em seu mestrado, a psicóloga Alessandra Monteiro acredita na evolução do trabalho a partir do compartilhamento de resultados. Não bastasse a troca entre os estados, Alessandra vai a Sevilla, na Espanha, falar sobre sua tese nos próximos meses. Para ela, a coletividade nas ações é a chave para o desenvolvimento.

– Trazemos o que é feito em cada federação e dividimos com todos. O trabalho em equipe é maravilhoso no momento em que agrega, então eu trago da minha colega o que foi bom lá, ela pega o que foi melhor na minha, e aí a gente faz um trabalho melhor – aponta Alessandra Monteiro, psicóloga da Federação Mineira de Futebol.



Autor: CBF


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