Neymar e Douglas Costa viram trunfo e pressão no Brasil

Neymar e Douglas Costa viram trunfo e pressão no Brasil

Sem Messi, lesionado, Neymar é o melhor jogador do Barcelona. A cada rodada, encanta por gols e jogadas mágicas, e pela forma como assumiu o posto de referência técnica e estética na ausência do gênio argentino. No impressionante Bayern de Munique de Pep Guardiola, entre muitos destaques, Douglas Costa sobra com gols, assistências e uma exuberância física de fazer inveja em suas arrancadas pelos lados, pelo meio, por toda parte.

Os dois principais brasileiros do futebol europeu, pelo menos neste momento, estarão juntos no clássico desta quinta-feira contra a Argentina, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Um trunfo e tanto para Dunga. Qualquer treinador na Europa gostaria de contar com a dupla. Por outro lado, um sinal de pressão. Espera-se de um time com os dois bem mais do que eles já produziram até agora nas oito partidas em que atuaram juntos na seleção brasileira.

Somente no amistoso contra o Chile, em março, vitória por 1 a 0, ambos foram titulares. Nos demais jogos, Douglas Costa sempre entrou no intervalo ou no segundo tempo, exceção feita à vitória sobre os Estados Unidos, quando o atacante do Bayern iniciou entre os 11, e o craque do Barcelona só entrou entre um tempo e outro.

Neymar e Douglas Costa estiveram do mesmo lado, de camisas amarelas ou azuis, por 226 minutos, mas a parceria só rendeu dois gols à Seleção. Um de pênalti, de Neymar, sobre os EUA, e a mais perfeita demonstração do que se espera deles: um passe de Neymar para Douglas Costa garantir, já nos instantes finais, a vitória sobre o Peru, na Copa América.

A presença dos destaques de Barcelona e Bayern também cria um impasse tático na Seleção. É que eles ocupam a mesma faixa de campo, o lado esquerdo, apesar de características diferentes. O movimento de Neymar costuma ser o de centralizar, procurar a área e a condição para finalizar. Não é a toa que ele já marcou 46 gols pelo Brasil.

Douglas Costa, por outro lado, costuma procurar o fundo e cruzar para um companheiro. No Bayern, jogadores como Lewandowski e Thomas Müller estão até enjoando de fazer gols graças à velocidade do brasileiro, autor de 11 assistências em 21 jogos oficiais em sua nova equipe.
Nesses 226 minutos em que ele e Neymar estiveram juntos, normalmente Douglas atuou pela direita. Não é coincidência o fato de ele ter entrado sete vezes durante os jogos no lugar de Willian, titular daquele setor.

E agora? Se Dunga não quiser abrir mão de Douglas nem de Neymar, tampouco de Willian, um dos mais regulares de seus convocados, quem sairá? Oscar? Ou o centroavante Ricardo Oliveira, com a implantação de um time mais rápido? Seja qual for a opção do treinador brasileiro, não se imagina que ele deixe no banco os jogadores que, sob o comando dos espanhóis Luis Enrique e Guardiola, arrancam aplausos europeus a cada rodada.
Brasil e Argentina se enfrentarão na próxima quinta-feira, às 20h (de Rondônia), no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.



Autor: agencia