Cinco evoluções do Brasil em primeira vitória

Cinco evoluções do Brasil em primeira vitória

O Brasil não foi exuberante, mas apresentou melhoras em relação ao futebol da semana passada, quando foi derrotado por 2 a 0 pelo Chile. É verdade, e é preciso levar em conta, que a Venezuela é um rival muito inferior tecnicamente. Certamente, não foram mera coincidência os aspectos de evolução da Seleção. Da ousadia à presença de um centroavante de origem, passando pela maior participação dos volantes na articulação ofensiva, confira cinco coisas que a equipe de Dunga não fez em Santiago, mas conseguiu melhorar em Fortaleza na vitória por 3 a 1 sobre os venezuelanos, a primeira das eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia, de 2018.

O gol de Willian antes que se completasse o primeiro minuto do jogo se deve a um desarme de Luiz Gustavo no campo de ataque. O Brasil não conseguiu fazer isso o tempo todo, mas na maior parte dos 90 minutos pressionou a saída de bola venezuelana. Ao roubar a bola na metade ofensiva do gramado, esteve mais próximo do gol defendido por Baroja. Sufocar o adversário foi uma missão dada por Dunga durante os treinos realizados em Fortaleza.

VOLANTES NO JOGO

Elias se alinhou com os três meias assim que a bola rolou no Castelão. Luiz Gustavo apareceu duas vezes na área da Venezuela para finalizar. O corintiano também tentou de longe. Muito ao contrário do que havia acontecido contra o Chile, esses dois jogadores se livraram da inglória e chata missão de serem apenas marcadores, e tornaram-se peças importantes da articulação do sistema ofensivo. Com movimentação, confundiram a marcação quase sempre sem serem acompanhados pelos meio-campistas venezuelanos. Importante frisar que Luiz Gustavo, pendurado, não levou cartão amarelo e assim poderá enfrentar a Argentina, em novembro.

O CAMISA 9

No Chile, a bola cruzou a área brasileira algumas vezes, mas faltava um jogador que tenha noção de posicionamento ideal naquele território para aproveitar as oportunidades. Ricardo Oliveira fez um gol, corretamente postado atrás do zagueiro que falhou, e poderia ter feito outro no primeiro tempo, quando recebeu passe de Filipe Luís na hora certa e no lugar certo. Hulk não é do ofício. Até incomodou na primeira rodada, mas quase sempre com tentativas infrutíferas de chutes de longa distância. O santista, mesmo longe de ter uma atuação brilhante, mostrou que ainda pode ser importante ter um centroavante.

MOVIMENTAÇÃO

Willian começou o jogo pelo lado direito, como sempre, com Douglas Costa pela esquerda. Mas logo na metade do primeiro tempo, eles inverteram. Antes ainda do fim da etapa inicial, voltaram às suas posições de origem. O meia do Chelsea, principalmente, povoou todos os setores do campo. Sua movimentação proporcionou ao Brasil jogadas mais rápidas, com toques de primeira. Isso também se intensificou com a entrada de Lucas Lima, no segundo tempo. Ao contrário do que aconteceu no Chile, quando a seleção brasileira aceitou estática a imposição de jogo do Chile, dessa vez se mexeu para criar oportunidades.

OUSADIA

Filipe Luís é mais conhecido pelo bom posicionamento defensivo do que por jogadas agudas de linha de fundo. Mas até ele driblou. Luiz Gustavo, volante mais recuado da Seleção, colocou a bola por debaixo das pernas do marcador. Willian deitou e rolou, foi ao fundo sempre que possível. Também não houve medo de finalizar, com exceção a um lance em que Douglas Costa despertou a ira de Dunga por tentar o passe para Oscar em vez de finalizar. De qualquer modo, a equipe sentiu-se mais à vontade para arriscar jogadas de efeito. Contra o Chile, havia sido muito burocrática, e facilitado as coisas para os donos da casa. Foto (globo.com)



Autor: Postado por Paulo Ricardo