Futebol Feminino: Genus é multado e perde seis pontos

Futebol Feminino: Genus é multado e perde seis pontos

Julgado na noite de terça, dia 24 de fevereiro, o Genus/RO foi punido com multa total de R$ 1,2 mil e perda de seis pontos por escalar três atletas irregulares e descumprir o Regulamento da Competição na Copa do Brasil de Futebol Feminino. A decisão, proferida pela Segunda Comissão Disciplinar do STJD, cabe recurso para que o caso seja revisto no Pleno, última instância.
Pela 1ª Fase da Copa BR Feminino, Genus/RO e Assemurb/AC realizaram o segundo jogo no dia 11 de fevereiro. Após a partida foi constatada a irregularidade de três atletas do Genus. Na partida em questão, as atletas Flávia, Karina e Caroline não tinham seus contratos registrados na CBF.
Com acesso às informações, a Procuradoria da Justiça Desportiva denunciou o clube de Rondônia por infração ao artigo 214 do CBJD (Escalação irregular) e ao artigo 191 do CBJD (Descumprir o Regulamento Geral das Competições) por atrasar a entrega da relação de atletas.
Em julgamento, o ex-presidente do Genus, Francisco Evaldo da Silva, prestou depoimento e destacou que o sistema da CBF deu condição de jogo as três atletas na data da partida.
“Foi enviado um e-mail para a funcionária Isabel e outro diretor da CBF solicitando orientações de como proceder. Recebemos a resposta de que o sistema estava em processamento. Antes do início da partida, foi consultado o BID através da consulta dos árbitros. Na consulta, os nomes das atletas estavam inseridos como regulares. Temos também um documento da Federação Alagoana informando que na véspera o sistema da CBF continuava com problemas. O clube não pode ser penalizado por um sistema que nem sei se já foi normalizado”, disse o ex-mandatário.
Representante da Procuradoria, Caio Medauar disse que a responsabilidade em escalar atletas é total do clube e ressaltou que o árbitro não pode dizer quem pode ou não atuar. No entender da Procuradoria, os documentos anexos ao processo não dão conta se havia ou não problemas burocráticos que impediram o registro das jogadoras. “Portanto, o clube assumiu os riscos. Não há provas suficientes para não puni-lo”, concluiu o Subprocurador.
Para Isaac Chaficks, advogado do Genus, o clube realizou todas as ações necessárias para inclusão e registro das atletas. O advogado afirmou ainda que o caso tem muitas particularidades e que o clube não pode ser punido por erros da entidade organizadora da competição.
Logo após, o relator do processo, Auditor Nicolao Constantino Filho votou para multar a equipe em R$ 600 por infração ao artigo 191 e punir com multa de R$ 600 e a perda de seis pontos pela escalação irregular (três válidos na partida e três pela vitória). O relator justificou que não há prova nos autos que confronte as irregularidades narradas em documento oficial da CBF. O voto foi acompanhado na íntegra pelos Auditores Jurandir Ramos de Souza, Manuel Márcio Bezerra e pelo presidente interino Jonas Lopes de Carvalho Neto.

Fonte: STJD



Autor: assessoria