Mais seriedade e empenho nas competições; Capital sem estádio

Mais seriedade e empenho nas competições; Capital sem estádio

Estamos chegando ao final de 2013 e as atenções já estão voltadas para o ano que vem para o futebol local, regional e nacional. Será um ano repleto de competições e, inclusive a tão esperada Copa do Mundo no Brasil (o país do futebol). A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já divulgou o calendário de campeonatos e em todos deixa claro que a participação das equipes de cada Estado não pode ferir o que determina o Estatuto do Torcedor, ou seja, nem pensar em convite aleatório. As vagas preenchidas nas competições devem atender aos critérios do que determinam as legislações desportivas.
Por isso, é imprescindível que as equipe se esforcem ao máximo em todas as competições, principalmente as nacionais, quando podem buscar melhores posições no Ranking Nacional. Hoje, o melhor no ranking em Rondônia é o VEC, e por esse motivo ficou com a vaga para disputar a Copa Verde que será realizada entre janeiro a fevereiro de 2014.
O empenho e comprometimento serão fundamentais para os clubes de Rondônia que queiram disputar as competições nacionais, tendo que primeiro passar pelos campeonatos promovidos pela Federação de Futebol do Estado de Rondônia (FFER). O Ji-Paraná disputou o Sub-20 e ao conquistar o título carimbou passaporte para a mais tradicional competição que tem revelado grandes valores do futebol brasileiro: a Copa São Paulo de Futebol Junior, conhecida como copinha.
Mas, a dedicação, tanto de atletas quanto de dirigentes, não se resume em apenas conquistar a vaga para competições nacionais. O mesmo desempenho, determinação e compromisso também precisam ser implantados nas competições fora do Estado, pois, dessa forma, estarão elevando não somente o nome de Rondônia, mas também o futebol desse Estado e provar que aqui temos talentos.
Erroneamente, muitos ainda teimam em desviar as atenções voltando-se contra a entidade máxima do futebol rondoniense. Quem entra em campo são os jogadores de determinados clubes. A Federação de Futebol tem desempenhado seu papel com responsabilidade e compromisso, mantendo seus campeonatos e garantindo vagas para competições disputadas pelo Brasil a fora.
Infelizmente, a nossa Capital, Porto Velho, ainda é manchada como a única que não tem um estádio moderno a exemplo de outras. Estamos a pouco mais de 240 dias da Copa do Mundo e poderíamos sim servir de local de treinamento de alguma seleção que irá disputar o mundial. Mas, como disse, poderíamos, se nossas autoridades buscassem recursos destinados para a construção de um estádio em Porto Velho.
Enquanto nada é feito, ficamos frustrados com um velho estádio interditado e apenas com promessas. Já foram várias campanhas, movimentos em prol de um novo estádio na Capital, mas nada foi feito. Para quem não lembra, a própria FFER trouxe o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para um encontro com o governo do Estado, quando ficou acordado que a entidade maior do futebol nacional iria contribuir para a construção de um moderno estádio, mas não houve contrapartida.
No ano que vem, tem mais competições e as equipes da Capital temem pois não terão um local para que possam disputar suas partidas. Esse ano, o Genus lutou incansavelmente levando todos seus jogos para o município de Ariquemes. A conversa inicial passada por secretários do Governo do Estado (diga-se de passagem dono do estádio Aluízio Ferreira), seria de que o local ficaria interditado para uma imediata reforma, mas o ano está acabando e nada, repito, nada de reforma ou até mesmo a tal ampliação teve início.
Ano que vem, logo após a Copa do Mundo, teremos as eleições gerais, e, colocando tudo num só caldeirão, é bom lembrar que a Capital continua parada no tempo, ou seja, sem viadutos (lendas urbanas), sem estádio, sem ginásio e sabem o que irá acontecer? Perdão caros leitores, mas isso, é uma outra história.

PAULO RICARDO: Jornalista há 20 anos, secretário de redação e editor de política do Jornal O ESTADÃO e assessor de imprensa da FFER.



Autor: assessoria: paulo ricardo